domingo, 29 de janeiro de 2012

soneto incompleto



quando os olhos distraídos
caem sobre uma fotografia
desbotada pelo tempo
mas colorida na memória

o silêncio rompe as vidraças
espalha os livros pelo chão
entorna a jarra sobre a folha

e a palavra que estava
inscrita a suor e sangue
evapora-se com o vento.

2 comentários:

Ana Paula Sena disse...

Belo, Ângela!

Leonardo B. disse...

[as sementes do vento,

essas palavras derramadas na brisa vendaval,
de palavras]

um abraço,

Leonardo B.